Home Saúde Kiwi também é eficaz contra constipação, além do psyllium, aponta estudo
Saúde

Kiwi também é eficaz contra constipação, além do psyllium, aponta estudo

Quando falamos sobre prevenção de prisão de ventre, é comum se lembrar do psyllium, mas uma fruta vem ganhando destaque entre os especialistas: o kiwi.

A fruta já vinha chamando atenção nas redes sociais por benefícios no sono, no controle do peso e na saúde intestinal. Agora, a nova diretriz da British Dietetic Association incluiu a fruta ao lado do psyllium como uma estratégia nutricional com evidência científica para o tratamento da constipação crônica.

Na prática clínica, o psyllium já é amplamente utilizado como uma das principais estratégias para aliviar a constipação, especialmente por sua capacidade de absorver água e formar um gel que facilita a eliminação das fezes.

A inclusão do kiwi na diretriz amplia as opções para quem busca melhorar o funcionamento intestinal sem depender exclusivamente de suplementação.

O kiwi é uma fruta com perfil interessante de fibras solúveis e insolúveis, além de compostos bioativos que estimulam o trânsito intestinal. Ele atua tanto na formação do bolo fecal quanto na modulação da microbiota.

Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio

Por que o kiwi e o psyllium podem ajudar o intestino?

A constipação crônica é caracterizada por evacuações pouco frequentes, esforço excessivo ou fezes endurecidas, impactando diretamente a qualidade de vida. Por isso, estratégias alimentares são consideradas primeira linha no manejo do quadro.

De acordo com Danilo Almeida, o psyllium segue como uma opção segura e bem estabelecida. “O psyllium forma um gel no intestino ao entrar em contato com a água, aumentando o volume e a maciez das fezes. É uma fibra funcional com excelente respaldo científico”, afirma.

Já o kiwi apresenta efeito complementar. “Além das fibras, ele contém enzimas e compostos que parecem estimular a motilidade intestinal de forma natural. Em alguns pacientes, pode ser uma alternativa prática e bem tolerada”, complementa o médico.

A fruta combina fibras solúveis e insolúveis, que ajudam a melhorar a consistência das fezes e a regular o trânsito intestinal, além de conter actinidina, enzima associada à melhora da digestão e à redução do desconforto abdominal.

Para quem o kiwi não é indicado?

Porém, nem todos conseguem incluir a fruta na rotina. O médico explica que o kiwi possui actinidina, uma enzima proteolítica que pode gerar uma reação de hipersensibilidade em pessoas predispostas, inflamar o organismo e, em alguns casos, provocar desconforto gastrointestinal que pode até piorar o funcionamento intestinal.

“É raro, mas pode acontecer especialmente em indivíduos com alergia a látex ou sensibilidade a determinadas proteínas vegetais”, comenta o médico.

Para o especialista, a individualização continua sendo o ponto central da conduta. “Nem todo alimento funciona da mesma forma para todas as pessoas. A escolha entre kiwi, psyllium ou outras fibras deve considerar tolerância, rotina alimentar e histórico clínico. E é nesse momento que a avaliação de um profissional se torna essencial”, explica.

Como incluir fibras na rotina alimentar de forma segura

A introdução de fibras na alimentação deve ser feita com planejamento, especialmente em casos de constipação crônica. Embora sejam fundamentais para o bom funcionamento intestinal, o especialista em nutrologia alerta que mudanças abruptas podem gerar desconforto.

Fibra é essencial, mas precisa ser inserida com estratégia. O excesso repentino, sem ajuste de líquidos, pode causar mais sintomas do que benefícios.

Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio

Segundo o médico, algumas orientações são fundamentais para quem deseja melhorar o funcionamento intestinal:

  • Aumentar a ingestão de fibras de forma gradual: introduzir grandes quantidades de uma vez pode causar gases e distensão abdominal.
  • Garantir hidratação adequada: fibras dependem de água para exercer seu efeito corretamente e, quando em excesso e sem hidratação correta, elas podem piorar a constipação.
  • Manter regularidade alimentar: evite pular refeições; horários consistentes ajudam a modular o reflexo intestinal.
  • Associar movimento à rotina: atividade física estimula naturalmente o trânsito intestinal, prevenindo futuros desconfortos.

“O mais importante é entender que o intestino responde à constância. Ajustes simples, feitos de forma estratégica e personalizada, costumam trazer resultados mais sustentáveis do que soluções imediatistas”, conclui o médico.

Related Articles

Avanços na Saúde Vascular: Especialistas Reúnem-se em Vitória para Discutir Lipedema e Aneurismas

Imagem de bristekjegor no MagnificEncontro Capixaba de Angiologia e Cirurgia Vascular acontece...

Iniciativa converte tampinhas de plástico em suporte financeiro para hospitais do Espírito Santo

Recebimento para o projeto Tampinha do bem no Hospital Evangélico de Santa...

A busca incessante pela longevidade: qualidade de vida ou apenas mais anos?

Imagem: FreepikSono, alimentação, exercício e saúde metabólica seguem sendo as estratégias mais...

Guia prático para preparar soro caseiro: evite erros que podem prejudicar a saúde

Saiba como fazer soro caseiro corretamente, quais medidas usar e em quais...