O <strong assassinato de Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, um homem em situação de rua encontrado sem vida em uma cova rasa em Nova Almeida, na Serra, teve novos desenvolvimentos. Na quarta-feira (13), a Polícia Civil prendeu mais dois indivíduos suspeitos de participação no crime e está apurando a possível atuação de justiceiros na área da Praia do Suá, em Vitória.
Conforme informações da TV Vitória/Record, os suspeitos se apresentaram à polícia e reconheceram que participaram da ação que foi filmada por câmeras de videomonitoramento.
Com as novas prisões, o total de vigilantes detidos chega a quatro. Ao todo, ao menos sete pessoas estão sob investigação e outros três suspeitos permanecem foragidos.
Mandados de prisão foram executados pela polícia
<pNa terça-feira (12), as autoridades realizaram uma operação com o objetivo de cumprir cinco mandados de prisão temporária contra vigilantes suspeitos de envolvimento no homicídio qualificado. No entanto, nenhum dos alvos foi encontrado nos endereços fornecidos à Justiça.
Dentre os suspeitos, dois se apresentaram na quarta-feira na Delegacia de Pessoas Desaparecidas e admitiram ter participado da ação que foi registrada por câmeras de videomonitoramento. Contudo, eles negaram qualquer envolvimento direto na morte de Marcos Vinícius.
Durante os depoimentos, os investigados alegaram que apenas auxiliaram na rendição da vítima e afirmaram que, ao chegarem ao local onde o corpo estava enterrado em Nova Almeida, Marcos já se encontrava sem vida.
Indivíduos detidos integram grupo sob investigação
As apurações indicam que os detidos fazem parte de um grupo de vigilantes envolvidos em crimes como sequestro, tortura, homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual, entre outros.
Foi constatado que esses indivíduos, que eram empregados em uma empresa privada na região da Praia do Suá, uniram forças para sequestrar, torturar e assassinar a vítima após ele ter cometido pequenos furtos para sustentar seu vício em drogas.
A polícia analisou imagens que mostram homens trajando roupas táticas e portando armamentos, dificultando a identificação dos participantes. Entretanto, conforme mencionado pela Polícia Civil, os próprios suspeitos auxiliaram na identificação das pessoas presentes nas gravações.
Ainda segundo a Polícia Civil, até o momento não existem evidências que indiquem conhecimento ou envolvimento da direção da empresa nas atividades ilícitas do grupo, que atuaria de forma autônoma.
*Com informações da repórter Luciana Leitch, da TV Vitória/ Record