Passar por um transplante de rim foi uma experiência que mudou completamente a vida de Fabrício Luís Baumgarten, de 49 anos. Diagnosticado com hipertensão e diabetes, as principais causas da insuficiência renal, Fabrício viu sua rotina ser transformada quando seus rins pararam de funcionar, em agosto de 2024.
Inchaço nas pernas, cansaço excessivo e falta de apetite foram os sinais que o alertaram para buscar ajuda médica. Após ser internado e iniciar o tratamento de hemodiálise, Fabrício enfrentou uma rotina pesada de idas frequentes à clínica, por cerca de um ano, antes de receber a notícia de que seria incluído na lista de transplante renal.
Sua esposa, Daniela, se colocou voluntariamente para ser a doadora de rim, passando por todo o processo de avaliação médica e emocional. Antes mesmo de a avaliação ser concluída, Fabrício recebeu a notícia de que um rim compatível de um doador falecido estava disponível, e foi submetido ao transplante.
Após a cirurgia bem-sucedida, Fabrício iniciou uma nova rotina, mantendo acompanhamento médico regular e adotando um estilo de vida saudável. Segundo o urologista Claudio Borges, o transplante renal proporciona melhor qualidade de vida e expectativa de vida em comparação com a hemodiálise.
A experiência de Fabrício ressaltou a importância da doação de órgãos, destacando a necessidade de mais doadores para diminuir a fila de espera. Hoje, cerca de 1.011 pacientes aguardam na lista de transplante renal no Espírito Santo, onde Fabrício reside, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.
Ele enfatiza a gratidão por ter recebido uma segunda chance de vida através da doação de órgãos, ressaltando que a decisão de uma família em autorizar a doação fez toda a diferença em sua jornada.