No Brasil, o setor de saúde suplementar fechou o ano de 2025 com um lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, representando um crescimento impressionante de 120% em comparação ao ano anterior. Essas informações foram extraídas do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, que é disponibilizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Esse resultado despertou a atenção de especialistas e reacendeu debates sobre a necessidade de equilibrar a sustentabilidade financeira das operadoras com a garantia de um acesso qualificado para os beneficiários.
Eduardo Amorim, presidente da Comissão Nacional de Direito Médico da Ordem dos Advogados do Brasil, destaca que o aumento dos lucros evidencia a urgência de uma regulação mais rigorosa e transparente no setor. “Embora seja um dado relevante do ponto de vista econômico, é crucial que se considere a perspectiva do consumidor. O crescimento na rentabilidade deve estar alinhado à qualidade do atendimento e ao respeito pelos direitos dos usuários”, afirma.
Gestão e mercado
Amorim enfatiza que essa situação reforça a necessidade de estabelecer mecanismos que assegurem previsibilidade e equilíbrio nas interações entre operadoras e beneficiários, especialmente em relação a reajustes e alterações contratuais.
No cenário atual, empresas como a QualiSaúde estão investindo em gestão eficiente, inovação tecnológica e programas preventivos como forma de garantir sua sustentabilidade e melhorar a eficiência nos serviços oferecidos.
Desafio do setor
Flávio Cirilo, CEO da QualiSaúde, ressalta: “O verdadeiro desafio para o setor é harmonizar o crescimento financeiro com a expansão do acesso e a melhoria contínua da experiência do paciente. Iniciativas voltadas para a atenção primária e cuidados preventivos são essenciais nesse contexto. Na QualiSaúde, temos desenvolvido um ecossistema interno robusto, inovador e sustentável que visa à satisfação das vidas assistidas.”
A saúde suplementar atravessa um período marcado por um aumento na demanda por planos de saúde, impulsionado por fatores demográficos e pela busca por maior segurança no acesso aos serviços médicos. No estado do Espírito Santo, aproximadamente 33% da população conta com cobertura de planos de saúde, posicionando-se como a quarta maior taxa do Brasil (segundo dados da ANS).
Papel da regulação
Diante desse panorama, especialistas ressaltam que o papel regulatório torna-se cada vez mais fundamental para garantir que o crescimento financeiro do setor se traduza em benefícios concretos para os usuários atendidos.
Cirilo conclui: “É vital continuar buscando maneiras de fortalecer a oferta de serviços com qualidade, eficiência e eficácia, assegurando que todos os cidadãos tenham acesso a cuidados adequados e dignos. Nosso compromisso é sempre proporcionar os melhores planos com preços acessíveis e atendimento humanizado.”