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Nova fase da Lava-Jato mira ex-gerentes da Petrobras, prende quatro e apura R$ 100 milhões em propinas

RIO — A Polícia Federal deflagrou a 40ª fase da Operação Lava-Jato na manhã desta quinta-feira. Os agentes cumprem quatro mandados de prisão (duas preventivas e duas temporárias), cinco de condução coercitiva e ainda 16 de busca e apreensão nos estados do Rio, de São Paulo e de Minas Gerais. A operação, batizada de “Asfixia”, foca em três ex-gerentes da Petrobras — o único dos três que não foi preso nesta quinta-feira é Edson Krummenauer, pois já é colaborador da operação — e seus intermediadores. Eles teriam recebido mais de R$ 100 milhões em propinas, num esquema de fraudes e desvio de recursos públicos em áreas de produção, distribuição e comercialização de gás combustível da estatal.

Todos os mandados de prisão estão no Rio. Os alvos são: Maurício de Oliveira Guedes, Marcio de Almeida Ferreira, Marivaldo do Rozário Escalfone e Paulo Roberto Gomes Fernandes. Os dois primeiros são ex-gerentes da Petrobras. Os dois últimos são representantes da estatal.

O esquema teria continuado até junho de 2016 — dois anos e meio depois do início da Lava-Jato. Entre os crimes dos quais são acusados estão: evasão de divisas, fraude de licitações, corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros.

Para receber a propina, os ex-gerentes recorriam a operadores financeiros, que utilizavam empresas de fachada que simulavam serviços de consultoria.

A propina era paga de três maneiras diferentes: pagamentos em espécie; pagamentos de despesas pessoais; e por transferências para contas na Suíça.

Dos 16 mandados de busca e apreensão, quatro estão em São Paulo, sete no Rio (capital), um em Niterói (Região Metropolitana do Rio), um em Duque de Caxias (Baixada Fluminense) e três em Belo Horizonte.

Entre os mandados de condução coercitiva, em que o alvo é levado à força para depor, um está na capital paulista, dois na capital mineira, um na capital carioca e um em Niterói.

A incursão desta manhã tem como principal alvo a investigação de empresas e seus sócios na operacionalização de um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobras. Em contrapartida, as companhias conseguiam contratos com a estatal.

Os presos serão levados à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, a partir da autorização do juiz responsável.

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