No mês de abril de 2026, a indústria do Espírito Santo apresentou um crescimento impressionante de 32,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento superou amplamente a média nacional, que foi de apenas 2,7%. Com esse desempenho, o Estado se destacou como o que mais cresceu entre os 18 locais analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10) através da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), após análise realizada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
A indústria capixaba não só apresentou um crescimento considerável em comparação anual, mas também alcançou um feito significativo: são 12 meses seguidos de crescimento. Durante o último ano, a atividade industrial no Estado teve uma alta acumulada de 21,9%, muito acima da média nacional que ficou em 0,7%. Isso evidencia uma trajetória sólida de recuperação e expansão na produção industrial local.
Indústria extrativa impulsiona crescimento
A principal responsável por esse desempenho foi a indústria extrativa, que registrou um crescimento notável de 49,9% em abril. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento na produção de petróleo, gás natural e minério de ferro pelotizado. De acordo com a Findes, a produção de petróleo e gás atingiu seu maior patamar desde 2019, sustentada pelo progresso operacional no Campo de Wahoo e pelo ótimo desempenho do FPSO Maria Quitéria, que operou em níveis máximos recentes.
<pEm contrapartida, a indústria de transformação teve um crescimento mais modesto de 0,4%, mas ainda assim contribuiu positivamente para os resultados do Estado. Entre os setores que se destacaram estão a metalurgia, com um aumento de 3,0%, e a fabricação de produtos de minerais não metálicos, que teve uma alta de 2,5%. Ambos os segmentos estão interligados à cadeia da construção civil e da indústria pesada.
No entanto, parte da indústria de transformação enfrenta desafios. A produção nos segmentos de celulose e papel caiu 1,7%, enquanto o setor alimentício teve uma retração significativa de 6,9% quando comparado ao ano anterior. Mesmo com essas dificuldades, o forte desempenho da atividade extrativa assegurou ao Espírito Santo a liderança nacional nesse mês.
Ainda em comparação mensal, a indústria capixaba demonstrou resiliência no curto prazo. Em relação ao mês anterior (março), o setor cresceu 2,1%, com aumentos tanto na indústria extrativa (2,8%) quanto na transformação (2,4%), sinalizando continuidade do ritmo positivo da economia no Estado.