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Diretor do Hospital de Heliópolis, na Zona Sul de SP, é exonerado após denúncia de médicos que batem ponto sem trabalhar

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciou nesta quarta-feira (23) a exoneração do diretor-geral do Hospital de Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista, em razão das denúncias de que médicos da unidade estavam batendo ponto sem trabalhar.

 

A demissão de Abraão Rapoport foi determinada pelo secretário da pasta, Eleuses Paiva, que nomeou um assessor direto dele, o médico José Luiz Gomes do Amaral, como diretor interino do hospital.

Em nota publicada na manhã desta quarta (23), a secretaria reafirmou a investigação que tinha sido aberta no dia anterior contra ao menos dois médicos que foram filmados pelo SBT batendo o ponto no hospital e indo embora, no horário do expediente, para cuidar de assuntos pessoais.

 

“Após as graves denúncias que vieram a público a respeito do Hospital de Heliópolis, o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, determinou a exoneração do diretor. Foi também aberta sindicância para apurar todos os casos mencionados e determinar responsabilidades. O assessor direto do secretário, Dr. José Luiz Gomes do Amaral, será diretor interino do Hospital”, disse a SES-SP.

O Ministério Público de São Paulo também entrou no caso e anunciou que vai investigar a situação do hospital em duas frentes: criminal, onde os médicos podem ser responsabilizados por peculato (apropriação de recurso público mediante fraude), e de improbidade administrativa, uma vez que os dois médicos são servidores públicos do estado.

Troca de comando no Hospital de Heliópolis: sai o médico Abraão Rapoport e entra José Luiz Gomes do Amaral. — Foto: Montagem/g1/Reprodução e Divulgação

 

 

Médicos alvos de sindicância

 

O urologista Lawrence Aseba Tipo e o cardiologista Fulvio Alessandro Oliveira Souza foram filmados por reportagem do SBT saindo da unidade de saúde sem completar a rotina de trabalho para as quais foram contratados.

De acordo com a reportagem, Lawrence Aseba recebia R$ 5.394,00 para trabalhar dois dias por semana no hospital, mas usava o expediente para correr nas ruas do entorno da unidade.

Já o cardiologista Fulvio Alessandro O. Souza recebe R$ 19.429,79 para dar expediente no hospital três dias por semana, com carga horária semanal de 24 horas.

O Hospital Estadual de Heliópolis, no bairro do Sacomã, Zona Sul de São Paulo. — Foto: Divulgação/Governo de SP

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) afirmou que “já identificou os profissionais citados pela reportagem e abriu uma investigação para apurar as denúncias”.

 

A pasta disse que “repudia a conduta e, sendo comprovadas as irregularidades, os médicos serão punidos”.

“Neste momento, o Hospital Heliópolis passa por obras de melhorias e a unidade já ampliou sua capacidade de atendimento, especialmente de pacientes oncológicos, alcançando mais de mil consultas e duas mil sessões de radioterapia. Mensalmente, são realizadas mais de 15 mil consultas e cirurgias, além de mais de 5.100 sessões de quimioterapia e radioterapia”, declarou a SES-SP.

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