Uma pesquisa realizada pela Indexa/Broadcast, divulgada nesta quinta-feira, 1º, revelou que 70% dos eleitores brasileiros apoiam a proibição das empresas de apostas e jogos online, conhecidas como bets. O estudo também indicou que 21% dos entrevistados são a favor da legalização das bets, porém com regulamentações mais severas do que as existentes atualmente.
Ainda conforme o levantamento, 6% dos participantes consideram que as apostas deveriam continuar operando sob as regras vigentes, enquanto apenas 1% acredita que deveria haver uma diminuição nas restrições atuais. Um total de 2% dos entrevistados não souberam opinar ou preferiram não responder.
O apoio à proibição é especialmente forte entre as mulheres, onde 73% se manifestaram favoráveis, em comparação com 66% dos homens. Dentre as mulheres, 20% apoiam a ideia de permitir as bets com normas mais rigorosas, enquanto entre os homens esse número é de 22%.
Entre os eleitores católicos, a aprovação à proibição das bets alcança 70%, ligeiramente superior aos 69% entre os evangélicos. Analisando a questão por faixa de renda, aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos demonstram um apoio maior à proibição (73%) em relação aos que têm rendimento de até dois salários mínimos.
A faixa etária que mais apoia a proibição das apostas online é a de adultos entre 25 e 34 anos, com um percentual de 74%. Por outro lado, os indivíduos na faixa de 35 a 44 anos são os que menos concordam com essa restrição (63%).
Quando analisamos o perfil político, observa-se que 83% dos eleitores que se identificam como lulistas ou petistas estão favoráveis à proibição das bets. Entre aqueles que se identificam com Bolsonaro, esse apoio chega a 67%.
Regionalmente, o Nordeste lidera o apoio à proibição das apostas online (75%), seguido pelo Sul com 70%, Sudeste com 69%, Centro-Oeste com 65% e Norte com 61%.
Influência no voto
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre como a posição de um candidato à Presidência em relação às bets poderia influenciar seu voto. De acordo com os dados, 63% afirmaram que essa questão não teria impacto em sua decisão. Em contrapartida, 14% acreditam que haveria muita influência; para 12%, haveria pouca influência; e para 9%, alguma influência.
Dos entrevistados, 14% disseram que se um candidato defendesse regras mais rigorosas para as bets no Brasil isso aumentaria significativamente suas chances de receber votos. Outros 6% acreditam que essa defesa poderia aumentar um pouco suas chances. Por outro lado, para 68%, essa posição não alteraria sua decisão de voto. Além disso, 4% afirmaram que isso diminuiria um pouco suas chances e apenas 1% disse que isso reduziria muito suas intenções de voto.
Uma parcela significativa dos entrevistados (65%) considera que as apostas contribuem bastante para o endividamento das famílias brasileiras. Outros 16% percebem uma contribuição moderada e apenas 17% afirmam que as bets não têm relação com o aumento da dívida familiar.
A pesquisa da Indexa/Broadcast foi realizada com entrevistas telefônicas individuais com um total de 2.000 eleitores entre os dias 27 e 29 de setembro de 2026. A margem de erro estimada é de ±2,2 pontos percentuais e o nível de confiança alcança os 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.