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Desemprego atinge 5,4% em junho, marcando a menor taxa registrada para este período na história

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,4% no trimestre que se encerrou em junho, conforme os dados divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice representa a menor marca para o período desde o início da série histórica em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Em comparação ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,8%, observa-se uma queda. No trimestre até maio deste ano, a desocupação estava em 5,6%.

Os resultados do último trimestre estão alinhados com as expectativas do mercado. A pesquisa Projeções Broadcast indicava uma redução da taxa de desemprego para 5,4%, variando entre 5,3% e 5,6% nas projeções.

O analista do IBGE, William Kratochwill, destacou que a diminuição na taxa de desemprego se deve ao aumento nas contratações e na taxa de ocupação. “Essa redução reflete uma absorção efetiva da mão de obra disponível pelo mercado”, afirmou.

Kratochwill também observou que, embora grande parte do crescimento na ocupação tenha vindo de pessoas previamente desocupadas, isso não explica por completo o total de 1,1 milhão de novas vagas criadas. A redução de mais de 600 mil pessoas que estavam fora da força de trabalho também contribuiu para essa mudança.

Desaceleração gradativa no mercado laboral é notada por economistas

De acordo com André Valério, economista sênior do Banco Inter, ao considerar os ajustes sazonais, a taxa de desemprego demonstrou estabilidade por dois meses consecutivos. A Pnad também apresentou estabilidade na renda pelo terceiro mês seguido.

Valério observou que “a renda real não está conseguindo compensar as perdas enfrentadas pela inflação elevada no segundo trimestre”. Ele enfatizou um mercado de trabalho robusto, embora comece a mostrar sinais de desaceleração devido à política monetária restritiva dos últimos anos. A previsão é que a taxa de desemprego chegue a 5,7% até o final de 2026.

Na visão do economista Antonio Ricciardi do Banco Daycoval, houve uma leve elevação da taxa de desemprego para 5,5% no trimestre encerrado em junho em relação aos 5,4% registrados até maio. Segundo ele, essa situação é acompanhada pela terceira queda consecutiva nos rendimentos totais — uma redução de 0,3%.

Ricciardi destacou que diversos setores já mostram uma desaceleração mais acentuada, incluindo construção civil, comércio e setores ligados à tecnologia e administração pública. Ele reforçou que essa dinâmica reflete uma perda gradual no ímpeto do mercado laboral esperada em função da política monetária restritiva.

“Agora podemos afirmar com mais segurança que o mercado está desacelerando”, concluiu.

Leonardo Costa do ASA ressaltou que a Pnad continua evidenciando resiliência no setor trabalhista apesar da desaceleração gradual. Apesar das flutuações nos dados do Caged nos últimos meses, os resultados da Pnad sugerem uma estabilização tanto na ocupação quanto na taxa de desemprego próximas das mínimas históricas.

Criação de novas vagas suporta o consumo familiar

Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, afirma que a forte criação de empregos combinada com a estabilização dos rendimentos é um dos principais pontos destacados pelos dados da Pnad referentes a junho.

Ela argumenta que o setor trabalhista ainda sustenta o consumo das famílias devido ao alto nível ocupacional e ao crescimento anual da massa salarial. Entretanto, a estabilidade observada nos rendimentos sugere que esse suporte pode perder intensidade ao longo do segundo semestre.

Benedito sublinha que os dados revelam um mercado mais robusto do que a simples queda na taxa de desemprego poderia indicar. “Esse movimento se deve à expansão real das oportunidades e não pela saída das pessoas da força de trabalho”, disse ela.

Ela acredita que estamos diante de um ciclo empregatício ainda forte mas já maduro; onde o número total de ocupações continua crescendo enquanto a qualidade e a abrangência setorial dessa expansão mostram sinais claros de acomodação.

Nos próximos meses espera-se uma acomodação gradual no emprego sem grandes deteriorações bruscas no cenário atual.

Queda na subutilização da força laboral

No último trimestre até junho foram registradas aproximadamente 14,659 milhões de pessoas sem trabalho no Brasil. A taxa composta que inclui desocupados e subocupados caiu para 12,9%, diminuindo em relação aos 14,3% registrados até março deste ano.

Esse indicador considera não só os desocupados como aqueles subempregados ou fora da força laboral mas disponíveis para trabalhar. Em junho de 2025 essa taxa estava em 14,4%.

A população subutilizada teve uma queda significativa: menos 1,642 milhão (-10%) em relação ao trimestre anterior e -11% comparado ao mesmo período do ano passado (menos 1,809 milhão).

Crescimento ocupacional e redução dos desempregados

O Brasil conseguiu gerar um total de 1,081 milhão novas vagas em apenas três meses. Atualmente há cerca de 103 milhões pessoas ocupadas no país — um aumento anual significativo com mais 742 mil trabalhadores ativos.

Por outro lado, o número total de desocupados caiu para aproximadamente 5,861 milhões após uma diminuição trimestral equivalente a -718 mil pessoas. No último ano cerca de 392 mil indivíduos deixaram o status de desempregado.

A população inativa soma agora cerca de 108 milhões — um aumento trimestral com mais 363 mil pessoas inativas e anualmente com um incremento totalizando mais +350 mil pessoas.

O nível ocupacional — percentual representando os trabalhadores sobre aqueles em idade ativa — cresceu passando para 58,8%, comparado aos anteriores **58**%. Em junho passado há registro desse mesmo percentual também em **58**% na mesma época do ano anterior.

Nova diminuição nos desalentados

O Brasil contabilizou cerca de **2** milhões em situação considerada desalento até junho deste ano. Esse número representa uma redução significativa com menos **395** mil desalentados comparado ao primeiro trimestre (queda registrada foi **14**%). Analisando anualmente temos **468** mil menos nessa condição (-17%).

São considerados desalentados aqueles fora da força laboral por motivos como falta experiência ou dificuldade encontrada na busca por trabalho localmente — estando disponíveis caso surgisse alguma oportunidade. Eles compõem assim um grupo potencialmente apto à inserção laboral futura.

Em termos salariais médios reais alcançados pelos trabalhadores foi observado R$ **3.738**, apresentando crescimento aproximado +2%, considerando iguais trimestres entre anos passados (atualizando valores).

A massa salarial real total paga aos trabalhadores atingiu R$ **380 bilhões**, significando um aumento também significativo (+3%) comparando períodos semelhantes anuais dentro dos anos mencionados anteriormente; porém frente ao último trimestre houve declínio (-0.5%).

Número recorde na formalização através das carteiras assinadas

A taxa alcançada pela comparação oficial demonstra-se equilibrada**: **com apenas **5** %** reportado este novo marco traz também maior número registrado dentro séries históricas desde início monitoramento realizado pela IBGE onde foram anotadas aproximadamente **39** milhões portadores devidamente formalizados via carteira assinada neste contexto atual.”

“Essa situação ocorre sem grandes variações estatísticas significativas frente meses anteriores.” – conclui William Kratochwill/IBGE

“Embora haja números mostrando incremento considerável nos setores ligados à administração pública saúde educação com destaque crescente (+2%) sem contestações quanto ao patamar máximo histórico recente sendo atingido.” – *Ibge*

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