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Filho da governadora de RR é preso em operação contra corrupção no sistema penitenciário

Prisões de empresário e ex-secretários de Justiça em Roraima

Governadora de Roraima, Suely Campos

Por Agência de Notícias

 

Roraima – Nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Escuridão em Roraima, resultando na prisão do filho da governadora Suely Campos (PP), o empresário Guilherme Campos. Ele é suspeito de participar de um esquema de desvio de recursos públicos do sistema penitenciário do estado. Além disso, também foram presos os ex-secretários de Justiça e Cidadania do Estado, Ronan Marinho e Josué Filho.

Segundo a PF, a operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida nos desvios de recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima, totalizando cerca de R$ 70 milhões entre os anos de 2015 e 2018. Foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Brasília, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou em Brasília que “uma aliança entre agentes políticos, agentes públicos, corrupção e crime organizado” foi identificada durante as investigações da PF.

O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, ressaltou a participação de agentes do Estado no processo de superfaturamento. Ele mencionou que a associação com empresas criminosas possibilitou os crimes de superfaturamento e corrupção. As investigações tiveram início em 2017 com base em informações do sistema penitenciário de Roraima, do Estado e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

De acordo com os investigadores, a atuação criminosa teve início em 2015 com a contratação emergencial de uma empresa recém-criada para fornecer alimentação aos presos, que superfaturava e fornecia alimentos de baixa qualidade. Os responsáveis pela empresa realizavam saques para pagar propinas e enriquecer ilegalmente.

A defesa de Guilherme Campos afirmou que as acusações “carecem de prova” e que ele se colocou à disposição da PF desde 2017. A assessoria da governadora de Roraima não se manifestou e a defesa dos demais envolvidos não foi contatada pela reportagem.

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