No Brasil, a taxa de desemprego atingiu 5,3% no trimestre que se encerrou em julho, apresentando uma leve queda em relação aos 5,4% registrados no trimestre anterior, conforme os dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, dia 27. Este é o menor índice observado para este período desde o início da coleta de dados em 2012. Em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa era de 5,6%, houve também uma redução.
Os dados do instituto indicam que o número de pessoas desocupadas no país foi de 5,8 milhões, o que representa uma diminuição de 8% (equivalente a 503 mil indivíduos) em relação ao trimestre que compreendeu fevereiro a abril (6,3 milhões). Quando comparado ao mesmo período do ano anterior (6,1 milhões), essa cifra teve um recuo de 4,9%, ou seja, menos 299 mil pessoas.
Conforme destacado na nota do IBGE, “a população ocupada atingiu um recorde histórico com 103,3 milhões de trabalhadores. Houve um aumento de 1% no trimestre (mais 1 milhão de pessoas) e um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior (mais 899 mil pessoas).”
O nível de ocupação – que indica a proporção de indivíduos empregados na população em idade ativa – ficou em 58,9%. Essa taxa teve uma variação positiva de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (58,4%) e se manteve estável quando comparada ao ano passado (58,8%).
Renda
A renda média real recebida pelos trabalhadores alcançou R$ 3.762,00 durante o trimestre. Este resultado representa um crescimento de 3,3% se comparado ao mesmo período do ano anterior. A massa salarial total paga aos trabalhadores somou R$ 383,5 bilhões, registrando uma alta de 4,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Adicionalmente, os dados do IBGE revelam que havia falta de trabalho para cerca de 14,8 milhões de brasileiros desempregados. Como resultado disso, a taxa composta de subutilização da força laboral caiu de 13,8% no trimestre até abril para 13% no trimestre até julho.
Esse indicador abrange não apenas a taxa de desocupação e a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, mas também a força laboral potencial – aqueles que não estão procurando emprego ativamente mas estariam disponíveis para trabalhar.