A morte de Maiara Cristina de Lima Fiel, aos 31 anos, devido a um infarto fulminante, trouxe à tona um tema frequentemente negligenciado: a crescente incidência de problemas cardíacos entre jovens adultos.
Embora as causas específicas do episódio envolvendo Maiara não tenham sido divulgadas, especialistas destacam que fatores como estresse crônico, hábitos prejudiciais, uso de substâncias e até condições genéticas que permanecem ocultas podem elevar os riscos à saúde cardiovascular.
Causas do infarto em jovens
O infarto fulminante, conhecido também como infarto agudo do miocárdio, ocorre quando o fornecimento de sangue ao coração é interrompido de forma repentina. Frequentemente, essa obstrução resulta da formação de placas de gordura.
De acordo com o cardiologista Gil Gonçalves, da Unimed Sul Capixaba, fatores como sedentarismo, tempo excessivo em frente a telas, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, jornadas estressantes e falta de sono estão acelerando o desgaste do sistema circulatório.
Nos últimos anos, notamos uma epidemia no uso de esteroides anabolizantes entre jovens que buscam ‘reposição hormonal’, uma condição extremamente rara nessa faixa etária.
Gil Gonçalves, cardiologista da Unimed Sul Capixaba
Rafael Altoé, cardiologista da Cardiodiagnóstico, complementa que o estresse contínuo e a autocobrança representam “agressores silenciosos do coração”.
Sinais de alerta
A dor no peito irradiando para os braços, mandíbula e região abdominal é um dos principais sinais que podem indicar um infarto. Contudo, os especialistas alertam para sintomas menos evidentes que não devem ser subestimados.
- Dificuldade para respirar;
- Suar excessivamente;
- Cansaço extremo;
- Sensação de desmaio;
- Mudanças no ritmo cardíaco;
- Sensação de angústia.
Hábitos para prevenção
Gil Gonçalves reforça que hábitos diários saudáveis podem diminuir as chances de infarto.
“Para evitar complicações sérias como infarto ou AVC, é fundamental manter uma rotina regular de exercícios físicos, ter uma boa qualidade de sono e consumir uma alimentação equilibrada”, enfatiza.
Rafael Altoé também destaca a relevância dos exames preventivos. Ele aconselha que indivíduos com histórico familiar de infartos precoces — antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres — devem estar especialmente atentos e considerar avaliações médicas antecipadas.
Pessoas com hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, sobrepeso ou sedentarismo também precisam ter atenção redobrada mesmo na ausência de sintomas.
Rafael Altoé, cardiologista da Cardiodiagnóstico