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Banestes perde R$120 milhões para o FGC e não conta com dinheiro da previdência: entenda os impactos do caso Master

O Banco Master está enfrentando uma crise que já está afetando o Banestes de duas maneiras. Primeiramente, há um aumento nos custos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e também uma mudança nas regras de investimento dos regimes próprios de previdência social (RPPS). Como resultado direto, o banco capixaba teve que antecipar mais de R$ 120 milhões ao FGC, o equivalente a cinco anos de contribuições. Além disso, os RPPS não podem mais investir no banco. Assim, mesmo sem relação direta com o Banco Master, o Banestes está sentindo os efeitos das decisões que afetam todo o sistema financeiro.

O impacto inicial está no FGC. De acordo com o presidente do Banestes, Amarildo Casagrande, a crise levou os bancos a reforçar o fundo. “Para o mercado financeiro, isso não é bom. Já afetou o Fundo Garantidor de Crédito. Os bancos precisarão fazer um aporte para cobrir esse déficit”, afirmou. Por outro lado, ele ressaltou a solidez da instituição. “O Banestes está bem preparado para lidar com essas situações”.

Primeiro efeito: mais custo para o sistema

O aumento nos custos já é uma realidade. O Banestes paga aproximadamente R$ 2 milhões por mês ao FGC, considerando um total garantido de cerca de R$ 20 bilhões. No entanto, o conselho do fundo determinou a antecipação de cinco anos dessas contribuições, impactando imediatamente o caixa do banco.

Segundo o diretor do banco, Sílvio Grillo, essa decisão requer um esforço considerável. “Todos os bancos foram diretamente afetados por essa antecipação. No nosso caso, mais de R$ 120 milhões”, disse. A antecipação foi feita em uma única parcela, colocando pressão no caixa a curto prazo.

Esse custo acaba sendo repassado aos clientes. Os bancos ajustam os preços para compensar essa despesa adicional. “Os bancos, indiretamente, transferirão essa conta, infelizmente, para os clientes”. Como resultado, os rendimentos de aplicações podem ser menores e o crédito pode ficar mais caro.

Segundo impacto no Banestes: RPPS

O segundo impacto está nas regulamentações. O Conselho Monetário Nacional restringe os investimentos dos regimes próprios de previdência social (RPPS) apenas a bancos de maior porte, considerados S1 e S2. Como o Banestes é classificado como S3, essa medida afeta diretamente sua atuação nesse mercado.

O banco está reagindo a essa mudança. De acordo com Grillo, a regra é equivocada, pois não leva em consideração a qualidade da gestão, apenas o tamanho. “Analisar apenas o porte e o tamanho não é o mais apropriado. Devemos considerar a qualidade da gestão”, afirmou. O Banestes obteve uma liminar e ainda pode operar com RPPS por enquanto.

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